CRÔNICAS : Unidade Galáctica
em 16/01/2008 14:40:00 (2615 leituras)

O Universo Deus Galáxia Mãe



A poeira cósmica condensada que formou as estrelas, os planetas, todos os seres e tudo que habita em todas as dimensões dessa real Unidade e faz parte desse Oceano. Somos feito do mesmo material que as estrelas. Tudo coordenado por uma força central, o centro aonde orbitam bilhões de sóis.


Do centro do Galáxia uma onda de potente irradiação é arremessada. Essa onde de luz e calor carrega informações Open in new windowgeneticamente cósmicas, e contém as matrizes fundamentais novíssimas que acabaram de sair do centro galáctico.





Esse núcleo galáctico possui tanto poder de irradiação em conseqüência da densidade de estrelas ao se aproximar do centro.
Se cada Sol tem o poder de sustentar planetas, irradiar energias que podem dar sustentação a infinitas formas de vida, o que pensar de um conjunto de 200 000 000 000 de Sois com seus sistemas solares ?

São potentes geradores de energia espalhados pelo espaço e eles existem para serem ocupados. Esse Sistema galáctico de 200 bilhões de Sois esta unido, viajando solto no Espaço. Nesta força de coesão, a iGaláxia se mantém unida, ligando seu centro com todas as filiais Open in new window
solares, assim como o sangue irriga cada parte de um corpo. Tal como a pulsação central do coração irradia o sangue para todas as partes, assim o faz o centro da Galáxia que irradia a vontade suprema e manifesta o poder criador. Essa onda é arremessada por uma pulsação divina e sua carga tem o poder de chegar até os limites da Galáxia, sendo este o seu corpo integralmente. Podemos dizer que a Galáxia é o maior ser vivo que existe e sua semelhança com o oceano não é mera coincidência. Em sua totalidade, cada onda do mar é uma expressão de todo o conjunto. Cada gota forma uma entidade imensa chamada Oceano, assim como cada Sistema Solar e toda a vida que ele sustenta é apenas uma gotinha da Galáxia. Em ambos conjuntos existe uma energia que mantém todos ligados, As ondas até que podem se formar individualmente, mas imediatamente após a sua existência, ela volta a se diluir e compor uma só unidade, o Oceano.






Assim é nossa vida e a vida de todos os seres. Vivemos uma existência específica que terá um fim, e uma nova reintegração após a morte. Tudo isso para quê ? Para a Evolução do corpo galáctico como um todo, gerando em si mesmo mais energia. Cada componente-gota que evolui, contribui para a alimentação do Galáxia e a evolução da mesma. Ao se evoluir uma peça, essa ação se refletirá dentro do Todo, alimentando o sistema inteiro. Essa auto-alimentação gera na própria Galáxia, um poder de imantação e irradiação maior e mais refinado. É lógico saber, que se isso acontece, também existe um mecanismo dentro da própria galáxia que estimula seus componentes a evoluírem e os desestimulam a involução. A necessidade desse corpo galáctico é brilhar mais, ter mais força, mais saúde em todo o seu domínio, é ter mais imantação, mais irradiação, e isso só será conseguido se seus componentes-gota forem bem sucedidos em suas missões evolutivas particulares. Como incentivo, uma retribuição é fornecida para as partes que evoluíram. Nova existência fornece experiências mais refinadas para o continuar do processo evolutivo.
Mas como estas coisas se formam ? Aquela energia arremessada do centro da Galáxia viaja por todo o Espaço e atravessa todas as dimensões, alimentando tudo que existe dentro Dela. Dentro desse raio energético se encontra a nova informação, as matrizes evolutivas saindo do forno. Essas matrizes chegam em cada Sol, que é um receptor nesse caso, são decodificadas, incorporam esses ¨novos genes¨ e os repassam para o seu domínio solar. Assim como um governador recebendo ordens de seu presidente, repassa a nova lei para sua nação, o Sol repassa a informação evolutiva para seus planetas receberem a carga que vem do centro da Galáxia. Assim, o Governador Solar envia a carga, contendo a informação galáctica, ao seus Prefeitos Planetários, que retransmitirão á todas as formas de vida do sistema.. Ao chegar no corpo planetário aquela informação é recebida, decodificada e incorporada da mesma forma como o Sol o fez quando recebeu do Centro Galáctico.. E dentro de cada corpo planetário há uma tradução daquelas necessidades galácticas e energias para gerar novas formas de vida e novas experiências contendo aquele novo gene galáctico. Desta forma, as ondas da vida vão se sucedendo, aparecendo e desaparecendo, neste Universo em movimento.

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Independente deste processo, a união de todos os sistemas nos faz interligados neste corpo galáctico. Nossa união é uma realidade tal como as gotas no Oceano. As gotas são muito pequenas e não podem ser muita coisa, mas dentro dessa união possuem cada uma delas o poder latente de serem um Mar. Essa necessidade da galáxia mostra que quando o coletivo é favorável, há melhores chances de evolução individual. Neste planeta a vida se manifestou fornecendo todos os recursos que são necessários para este tipo de vida. Todas as espécies são interdependentes. O reino animal precisa do reino vegetal para sobreviver e todos os processos biosféricos são interligados, criando cadeias alimentares etc. Desta forma tudo se sustenta em si mesmo, e essa foi a leitura que a Terra fez desse códigos genético galácticos. Essa força de interdependência vem sempre provar a união e o atrelamento de cada gota de vida com a vida das demais. Nossos corpos físicos são também como planetas que abrigam infinitos seres. Sabe-se que num copo de iogurte, por exemplo, habitam 6 bilhões de bactérias, o mesmo número de seres humanos no planeta hoje. Tudo esta interligado, interdependente, constituindo essa unidade com a Galáxia Mãe. Os ser humano ao se desconectar dessa idéia de unidade, criou para si mesmo uma identificação com sua individualidade separada. Agora ele não vê a integração do seu ser com o resto, criando toda uma série de posturas na vida que manifestam essa separação. Ao sentir-se só, esse ser procurará valorizar apenas a sua parte, observando as outras partes como ¨concorrentes¨ e buscando estar sempre em situação melhor que a dos outros. É criada a competição em lugar da cooperação, a ilusão instala toda uma doença chamada egoísmo. Aquele corpo pára de receber a energia galáctica que vem do centro, pois está separado do todo,e não consegue receber a alimentação cósmica adequadamente. Consequentemente se torna uma corpo desvitalizado e doente. A morte para estes seres é a libertação destes padrões e a tomada de consciência de dano á integridade da Galáxia. A noção de separação faz o ser se tornar tão pequeno e insignificante dentro do tamanho do Todo galáctico, que lhe parece que não há sentido no Mundo. Ao se deparar com esse Todo, o vazio dentro dele sempre estará clamando pela falta de algo. Só lhe resta embarcar no todo, para começar a receber os fluxos da energia Galáctica, só assim poderão ser felizes. Dentro da ordem galáctica, a alegria é uma constante aos que estão ligados a idéia do Todo. A Galáxia pulsa prazer, mas também o manipula para gerar maior evolução dentro dela mesma. Ao se desconectar, a ilusão individual separada acaba por encerrar as portas da alimentação principal. Isso é claro, faz com que os fluxos sejam interrompidos, entrando em desarmonia com o todo, como uma célula enfraquecida por não receber sangue suficientemente..

O Universo conspira a favor da realização de quem faz parte da ¨corrente¨ emanada pelo seu centro.. Logo, é mais difícil prosperar estando desconectado da idéia de um Todo. A prosperidade é a realização do Ser, em sua plenitude. Uma saúde que se manifesta em todo seu ser, vitalizando, lhe dando uma profunda sensação de paz.
A Humanidade desenvolveu várias formas de se ¨reconectar¨ á essa energia central. Começou a chamá-la de Deus, e criou as religiões. A palavra religião significa ¨religar¨. Essa ligação que precisa ser restabelecida é o contato com a fonte divina, o centro de todo o poder, o Todo galáctico, esse Oceano cósmico do qual fazemos parte. No entanto a ligação é o mais importante, não importando a forma para consegui-lo, Então todas as religiões trabalham para o mesmo objetivo: a entrega do Ser para essa Força superior, e os benefícios desta ligação dentro da vida de cada ser. Isso é: conecção e alimentação. A submissão á esse ¨Ser Superior¨ é a chave das realizações da vida. Amar aos irmãos e ser caridoso é criar a integração em nós mesmos, reforçando a idéia de unidade, transcendendo limites individuais no nível energético, se ligando aos outros por teias energéticas, assim como os Sóis se interligam no espaço para ser a unidade Galáxia. Logo, não há sentido em conflitos religiosos, nem religião melhor que outra. O que importa é a religação com a Fonte Suprema, aplicada por cada ser. Todos os reinos estão conectados à fonte, o animal, o mineiral, o vegetal, o elemental, e até o homem nasce assim

Mas a espécie humana possui uma poderosa ferramenta, que acabou por distraí-lo, desconectando seu ser dos fluxos de energia principal. Essa ferramenta é a Mente. Esse órgão tem o poder de criar, mas quando mal utilizado, pode gerar confusão. Se a mente, que tem poder criador, se identificar com a separação, criará um mundo aonde esta separação se manifestará. E criará uma prisão para si mesmo.
Um dos primeiros sintomas é a substituição da cooperação pela competição, que surge do ser que se vê separado do Todo, tornando-se egoísta por não enxergar a necessidade dos outros, em seu dia á dia, como algo integrado em si mesmo. A ambição procurando as glórias para o regorgizo do ego, separado e identificado com o plano material, criando uma ilusão para si, a ilusão da separação. Agora cada um corre por si, e o círculo está rompido. E alusão é a desconecção com o Todo. A parte puxou seu fio da tomada, agora ele não recebe mais a carga galáctica. Aquele lugar se transforma em um campo de guerra e desunião com a Energia Central Divina. Os influxos energéticos que alimentam essa ¨célula doente¨ se manifestam como pestes e calamidades. E o que se tem ? Sofrimento, morte, violência, competição, tristeza e frustração. Tudo por causa da desconecção com a idéia da Unidade, desatenção à realidade de interdependência explícita e óbvia mostrada pela natureza.

Os apegos á forma geraram conflitos entre religiões esquecendo de suas conecções, esquecendo de sua realidade interdependente e unificada como o Todo galáctico. A mente criou a necessidade de ser melhor que os outros, seja em que área for, de religião á futebol, a manifestação do ego separado que se identifica com tudo que chega até si é uma realidade do ser humano terrestre. Neste estado não há amor verdadeiro, apenas interesse de satisfação própria, usando o outro como meio para consegui-lo. O amor é uma energia que possui a característica de agregar e unir as coisas, enquanto a energia do ódio tem a característica de afastar e repelir as coisas. Através do amor, que é energia agregadora atrativa, a Galáxia se mantém unida. Todo amor que separe ou exclua pensamentos, costumes e principalmente pessoas, não pode ser chamado de amor. Para entender o amor é preciso estar predisposto a se unificar com a Galáxia e manifestar sua união através de atos que comprovem seu serviço a benefício ao Todo. Desta forma , o amor cria a cooperação e todos são supridos em suas necessidades, podendo assim ser realizados e felizes, bebendo da fonte, o seu néctar vivo, o Amor. Sem a união, o amor é ilusão, o ego serve só a si, e esse ¨salve-se quem puder¨ traz pobreza aonde há riqueza, traz competição aonde deveria existir cooperação e por fim gera as guerras , trazendo tristeza e sofrimento aonde deveria haver alegria e prazer. Isso não é castigo, é uma lei natural em ação, tal qual a eletricidade é conduzida e pode acender ou não uma lâmpada. Se os fios são cortados, como poderemos nos beneficiar de toda essa energia a nossa disposição ? O Amor e a alegria são pulsações genuínas do Universo e se manifestam em mundos conectados com a realidade da Unidade Galáctica. Se por acaso em algum mundo essas energias não se manifestam, é porque tem algo errado que está interrompendo o fluxo da energia cósmica de chegar. Alguma desconecção que se transformou em anomalia, por não estar em ressonância com a ordem cósmica manifestada. Torna-se um câncer que contamina e destrói seu ambiente, e manifesta o caos no sistema.

Mas assim como o corpo de um animal possui seus sistemas imunológicos de defesa, a Galáxia emana energias que criam novas oportunidades de reconecção e cura. Como maior Ser existente, seu poder de regeneração é inigualável, reciclando, transmutando, recriando até que a perfeição aconteça, perfeição que reflete a total integração de seus componentes dentro da união galáctica. Quanto mais evoluído, maior o seu poder de ser Um com o Cosmos, e a ilusão de separatividade se tornar cada vez mais um mito. Nesta dimensão em que nos encontramos, tudo tem uma forma material definida, aonde dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço. Do ponto de vista material a separação é uma realidade. Também é realidade o fato da matéria estar em transmutação constante, e reciclar a vida, sem cessar. A casca a que chamamos de corpo não durará. A justificada e comprovada separação material já era. O corpo é apenas veículo de expressão desta dimensão. A vida na Galáxia se dá como em ondas de rádio. A transmissão é feita do Centro da Galáxia que se manifesta em muitas emissoras. Há todo um espectro de faixas de onda para escolher qual rádio você quer sintonizar. Cada faixa de onda é uma Dimensão. Nós nos encontramos vivendo por um tempo nesta faixa de onda chamada vida material. Esta realidade passageira é o campo de experiências de cada ser que vem parar aqui. Mas outras faixas de onda estão criando outras realidades, outras Dimensões além da nossa realidade material. São mundos emanados por esse supremo Ser Galáctico, e nós fazemos parte dessa Unidade.

Por essa razão, nós também habitamos todas as Dimensões, nós somos Um com o corpo galáctico. E por fazermos parte do Todo, também estamos em tudo, e este é um grande mistério. Mesmo sem ter consciência clara desse fato, nós estamos diluídos no Todo, e cada ser se conecta com tudo em infinitas possibilidades. E assim, sempre estaremos em alguma Dimensão aqui dentro, seja nesta material ou em outra. Dentro da realidade Unidade, os seus componentes-gota precisam necessariamente estar em harmonia. Qualquer desarmonia se reflete dentro do Todo, gerando uma espécie de curto-circuito, que é uma falha galáctica. A Força Central emana suas descargas de realização para resolver aquela situação.. E enquanto existe conflito, existirá a Galáxia plasmando novas experiências para aqueles componentes-gota se harmonizarem entre si. Isso faz com que novas encarnações possam resolver os conflitos de vidas passadas. Desta forma, os componentes-gota se reintegram e o Oceano energético do Todo galáctico pode fluir melhor.

A capacidade de integração é a exigência do Tempo e a comprovação da evolução.A evolução significa maior integração, e com isso, existências mais integradas. Isso significa que podemos encarnar em corpos mais evoluídos, não necessariamente materiais. Estamos dentro desta Galáxia-Deus que emite suas descargas energéticas para dimensões incalculáveis. Essa emissão de energia vinda da Vontade Divina Central vem plasmando todos os cenários para todos os tipos de vida se manifestarem. E dentro desta eternidade vão se plasmando a lapidação dos seres. Tal qual uma jóia, as encarnações são ferramentas para evolução do componente-gota e este só poderá estar em corpos mais evoluídos se atingir um certo nível de reintegração. Esta reintegração tem tudo a ver com aquilo que chamamos de amor e cooperação, que são forças que comprovam união. Somente assim teremos capacidade para viver existências mais integradas em Dimensões Superiores.. O fato é que quando mudamos para uma Dimensão superior, o universo ao redor se sutiliza e as separações ficam menores e menos evidentes. Ao Open in new window
subirmos Dimensões, as separações vão ficando cada vez menores, desvelando e aparecendo a verdade da Unidade Universal. Seres de altas Dimensões não se vêem separados mais. A consciência está mais integrada e diluída nesse poder universal, o Grande Ser Galáctico.


O homem medieval acreditava que tudo girava em torno da Terra, e de que ela estaria parada sendo o centro do Universo. Deus, neste cenário, esta olhando diretamente para esse mundo, que seria o único existente. Este homem medieval nem acreditava que existia vida do outro lado do oceano, sua realidade era muito reduzida. Vivia em sua vila, tendo um contato limitado com pessoas, as informações eram escassas, e tudo o que se sabia era ensinado sob uma visão de que a Terra era o centro do Universo. Nem se imaginavam que existiam outros planetas, outros sistemas solares, outras galáxias ! Só existia esse terreno e Deus estava olhando diretamente para sua única criação. Os poucos homens que habitavam a superfície do planeta seriam o centro do Universo. Isso estava claro e empiricamente provado pelo que se era observado a olho nu. Estava incorporado á religião e a cultura. È a prova de que a mente humana pode criar ilusões e prisões para si mesmo, e ainda transmiti-las para as crianças através da educação dos pais e professores ¨bem intencionados¨, mas condicionados por ações mecânicas sem reflexão e questionamento. O Homem era ensinado a ser a criação superior de Deus além da própria natureza, e subjugar todas as coisas, animais, florestas, e até outros seres humanos que ¨não fazem parte do reino de Deus¨. Desta forma ele foi levado a acreditar, que se só o seu povo era o ¨povo de Deus¨, logo o seu governante representante seria o ¨enviado de Deus¨ ou o próprio Deus. Quantos imperadores possuíam o título de ¨divino¨, rejeitando o fato de que tudo que existe também é. Essa centralização do poder fez o homem se desconectar com a realidade da Unidade em Tudo. Acreditando em sua separação, a humanidade mergulhou em batalhas sem fim, e se desligou do propósito Divino. A Galáxia recebe a sensação desta humanidade como uma célula doente, prejudicando o conjunto galáctico. O sistema Evolutivo da Galáxia executa sua óbvia intervenção, é o que chamamos de ¨Providência Divina¨, e faz com que essa humanidade possa ser curada, para que o Todo possa progredir e voltar á fluir melhor suas energias, vitalizando todo o sistema.

Mas a causa inicial de todas as confusões foi a identificação dos seres com sua própria realidade. A mente criou uma realidade falsa para o coletivo, gerando guerras e muita confusão. A vila, a cidade, o país, a cultura criaram uma separação e com isso as outras vilas, cidades e países, eram vistas como ¨concorrentes¨. Isso por si só já destrói o senso de cooperação. A partir do momento que a mente enxerga essa separação, ela sempre tentará beneficiar tudo que estiver ligado a si mesmo, seja família, seja a cidade que nasceu, seja aos amigos, seja ás suas crenças. Esse auto benefício é conseqüência da identificação do ego com o cenário em que vive. Como esse ego não foi educado desde criança a ver a unidade no mundo, a educação de separação o leva a se preparar para um mundo hostil, em que deve-se lutar duro para se ¨vencer na vida¨. A idéia de concorrência gera a comparação e consequentemente á inveja e a cobiça. O Homem desprovido de educação cooperativa, encara sua própria vitória na vida como o seu objetivo principal, atropelando outros seres para sua realização. Essa violência se espalha e vira cultura, que é ensinada nos filmes, e as distâncias entre o Eu e o Outro se amplificam. Como será que a mente conseguiu criar idéias artificiais que enganaram o homem ? Como o homem parou de observar a natureza e todo o seu sistema articulado e integrado ? Porque o homem gerou conflitos sem fim ao invés da cooperação realizadora ? Porque o homem acumulou se tinha o suficiente para todos ? Porque gerar sofrimento se podemos ser felizes ? Todas estas respostas estão fincadas nesta realidade : O Homem não se vê integrado na idéia de Unidade. Ele ainda vê o outro como ¨o lado de lᨠe a si mesmo com ¨o lado de cá¨. Ele acredita nesta separação e tem toda a sua vida baseada no princípio da competição, da comparação e do sucesso pessoal. Eis porque os homens não se entendem, eles estão competindo separadamente, ao invés de se unirem e cooperarem garantindo a realização do Todo. Isso vai radicalmente contra a realidade cósmica de interligação e interdependência.


Porém muitas transformações ocorreram do homem medieval pra cá. Ele descobriu terras além do oceano, descobriu civilizações com outras culturas, descobriu que a Terra é um pequeno planeta flutuando no espaço ,e que é ela quem gira em torno do Sol. Ele não pode mais esconder o fato: ele não era o centro do Universo! Agora a cada dia a ciência descobre milhares de Sois maiores do que o nosso e com seus sistemas planetários flutuantes, uma incalculável dimensão de espaço. Praticamente 200 bilhões de sistemas solares flutuando unidos na Galáxia. E descobriram outras Galáxias e Grupos de Galáxias formando um conjunto que não seria possível descrever tamanha grandeza. Está claro para o homem moderno que ele não é mais centro, mas o que fazer com a consciência de que se é tão pequenininho ? Com um Universo tão grande, como Deus estaria olhando justo para nós ? A humanidade ao descobrir estes fatos científicos, contesta o pensamento egocêntrico medieval, mas questiona a existência de Deus. Nesta nova ilusão, seriamos tão pequenos dentro do vasto Universo, que não existiria a possibilidade da existência de um ser que coordenasse tudo, muito menos que se importasse com as pessoas deste planeta. Acreditam que o caos e as injustiças comprovam sua teoria, mas não conseguem enxergar a Unidade das coisas no Universo. .Nós somos poeira cósmica, todos os planetas e sóis que se formaram são poeira cósmica condensada. Essa poeira infinita nos leva a famosa frase ¨do pó viemos, ao pó voltaremos¨ e nada mais é do que o corpo galáctico ultra fragmentado. Essa poeira vai se juntando até acumular bastante massa. Essas massas de poeira condensadas viram Sois e planetas. Cada planeta codifica a estrutura vital de seus seres através de uma Inteligência Maior, que modela a poeira cósmica de acordo com suas características específicas e dimensionais. Cada forma de vida carrega outras formas de vida, transformando cada ser em um planeta menor. Tal qual a Terra, nós possuímos bilhões de seres que vivem em cada parte do nosso corpo. Nós somos um planeta hospedeiro também. A ciência já sabe disso, e desmistificou o homem como centro do Universo. Mas também não conseguiu constatar a Unidade e transformar essa descoberta na educação das novas gerações. Porém pistas foram deixadas como a constatação da interdependência das espécies na biologia, ou as formas geométricas da química orgânica. Ficará bem difícil o homem encontrar um equilíbrio se ele continuar se vendo separado.

Dentro da Unidade existe a possibilidade de ser tudo, de se estar no tudo, de ser O Oceano. Mas na separatividade, o ser se vê tão minúsculo dentro de um Universo sem fim, como uma gota perdida no oceano. Só nos resta duas opções : Tudo ou Nada. O Tudo é a integração nessa Unidade, é nossa ligação espiritual com a Energia Divina, é a entrega e a confiança, é a coragem e a fé, é a cooperação e a caridade, é aquilo que comprova e reforça a união. O Nada é a sensação fictícia de separação e desintegração, é a sensação de se estar abandonado, solto pelo espaço dentro de um caos sem sentido, e por mais que se acredite em algum Deus, este é externo e desarticulado da idéia de Deus abarcando si mesmo e aos outros.
São dois caminho que a mente pode rumar, uma escolha que muda todo o seu ser, o seu dia á dia e os rumos da sua vida e de toda a humanidade. Vejamos dois exemplos, um de separação e outro de unificação. O primeiro exemplo é o de Napoleão, que no auge de sua carreira, após ter provado seu poder para todo o continente europeu, iria ser coroado como grande imperador. O Papa foi chamado, assim como o alto clero, e a igreja estava completamente lotada para assistir a esse momento de glória. Napoleão caminha em direção ao Papa e permanece na frente dele para ser coroado. Na frente de toda a multidão e de todo o clero, Napoleão toma a coroa das mãos do Papa, ergue a coroa acima de sua própria cabeça, e se auto-coroa Imperador. Com esse movimento, Napoleão deixa uma clara mensagem de que ¨não precisa de ninguém¨ Subjuga a população e o clero e seu poder bélico se mostra superior a ¨crenças¨ ou nações. Napoleão mostra que é auto-suficiente e independente de qualquer coisa. Tantas guerras, sofrimentos e mortes mostram os frutos de um pensamento desconectado da União Universal. Os líderes destrutivos da história sempre vêem a separação entre ¨seu povo¨ e de ¨outros¨ povos. separação em tudo! È o que nos faz termos problemas com diferenças de cor de pele, origem da pessoa, seja familiar, regional ou religiosa. È pura loucura, as diferenças são vistas como separação !
Mas diferente do que ? Diferente do meu jeito, diferente da minha cor, diferente da minha religião, diferente da cidade que eu nasci, diferente da cultura que eu aprendi, que eu, que eu, que eu. Tudo sempre focado no Eu desintegrado da idéia do Todo. O egoísmo da ¨peça separada¨ não pode suportar o que é diferente de si, o que trás novas linguagens que ele não conhecia. Ele enxerga tudo como um inimigo, uma ameaça ao seu ser, ao seu espaço, e a mente se torna doente. Seria muito difícil observar como a natureza se comporta ?
Olhar as espécies e ver a manifestação natural, articulada e interdependente das espécies ?
O outro exemplo é o próprio mestre Jesus, que perto de seus 30 anos estava a beira de um rio com um grupo de pessoas. João Batista estava na água, executando ritual de purificação e renascimento, As pessoas eram benzidas com a forte energia de conecção de João. Jesus se aproxima para ser batizado, com sua luz divina de paz e amor, que só um ser integrado com o Universo pode ter. João questiona se ele mesmo teria nível para isso. Jesus insiste em ser batizado pelas suas mãos. João abençoa Jesus com a água, símbolo da integração e pureza, e uma pomba branca de luz pousa sobre a cabeça de Jesus, agora Cristo. Essa lição vem mostrar que nem um mestre se faz sozinho. Seus ensinamento de que precisamos uns dos outros é tão claro, e ao invés de se auto coroar, como o fez Napoleão, demonstrou a lei do Universo, a Lei da Galáxia, interdependência e unidade. Em sua missão Jesus se sacrificou para salvar a humanidade. Mas salvar como ? Sua missão só tem justificativa em nós, de nos ajudar, e ajudar tão profundamente quanto esse ser se sente Um conosco. Jesus sente a realidade da Unidade Galáctica e sua missão é para recuperação desta célula doente. Jesus é a própria manifestação da Providência Divina, emanada pelo nosso centro Galáctico como resposta a essa célula doente. Um ser conectado que vem ensinar os outros a se conectarem ! Sim, a conecção é o mais importante e essa é a chave que todos os verdadeiros mestres vem trazer. Essa conecção é como um fio vertical que te liga com o Todo. O mestre reconecta essa ligação perdida e te ensina como consegui-la. Ele quebra com a Mente, que é o desconector principal, e liberta o ser prisões mentais. Ele pode ter uma filosofia, uma técnica, ou religião, mas o objetivo é o mesmo : reconecção com o Divino, reconecção com o Todo, sua ligação espiritual com a humanidade doando a si mesmo como afirmação dessa evolução pessoal, se refletindo no Todo. Por isso é preciso saber que todas as crenças e todas as religiões tem o mesmo valor. São diferentes expressões para se chegar a um mesmo objetivo, a Unidade.


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MIRA setembro 2007



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